Usar pele animal é tão “old”

O comportamento de consumo tem mudado e isso não é novidade se você nos acompanha há algum tempo. As discussões acerca da ética e sustentabilidade na moda são bem abrangentes e levantam questionamentos sobre ir contra as tradições impostas até então. Inclusive, muito tem se falado sobre os direitos dos animais e sua relação com o mundo fashion.

Apesar de muitas marcas já terem adotado medidas para contribuir com o meio ambiente, como o reaproveitamento de tecidos e da água utilizada na confecção, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Quando pensamos na relação da moda com os animais, também conseguimos perceber alguns avanços na indústria.

Por muito tempo, o uso dos tecidos e tramas provindas da exploração animal foram vistos como padrão de luxo e exclusividade, mas até onde a moda pode chegar sem ter que lidar com as consequências ambientais? Felizmente, hoje muitas marcas já se tornaram mais conscientes e boicotaram as peles na confecção de suas peças, mas é preciso ir além.

Nas décadas de 1980 e 1990, diversas organizações de direitos dos animais lançaram famosas campanhas anti peles, fazendo com que as marcas que as utilizavam sofressem largas críticas mundo afora. O que começou como uma discussão acerca do uso de pele, tomou maior proporção e passou a questionar, também, a exploração animal para o uso de seda, lã, penas e couro.

Grandes marcas que já não usam pele animal

É incerto datar quando as grandes marcas começaram a se posicionar em favor do fim da exploração, porém este é um movimento recente e que ainda dará muito o que falar. Em 2016, uma nova onda começou com o anúncio de que a marca italiana Gucci descontinuaria o uso de couro e pele animal em suas coleções, além de declarar que os materiais eram desatualizados.

Como no mundo fashion ninguém quer ficar para trás, em 2021 o restante do grupo Kerin – detentor de outras marcas como Balenciaga, Saint Laurent e Bottega Veneta – interrompeu o uso de pele animal em todas as suas confecções. “Atuar totalmente sem o uso de pele, como um grupo, é a coisa certa a ser feita: nós fazemos por convicção, por ética e modernidade”, afirmou o CEO François-Henri Pinault em declaração oficial.

Em 2021, o grupo LVMH – de marcas como Louis Vuitton, Givenchy e Christian Dior – anunciou, durante o Congresso Mundial de Conservação da IUCN (União Internacional da Natureza), que promoverá um programa científico intergovernamental aliado à UNESCO chamado Man as Biosphere (MaB). O programa tem por objetivo melhorar as relações entre as pessoas e o meio ambiente.

No mesmo ano, a revista de moda Elle, fundada em 1945 e com 45 edições em vários países, foi a primeira entre as grandes revistas de moda a banir conteúdos com peles animais de seus editoriais e campanhas publicitárias. A diretora internacional da revista, Valeria Bessolo Llopiz, comentou em entrevista à AFP: “Não podemos manter um discurso de um lado e ganhar dinheiro do outro, em direções completamente opostas”.

Em fevereiro de 2022, mais uma grife anunciou a escolha pelo não uso de animais. “A Dolce & Gabbana trabalha para um futuro mais sustentável, que não pode mais contemplar o uso de peles de animais”, discursou o diretor de marketing da marca, Fedele Usai. Na coleção masculina de outono/inverno de 2022, a medida já foi percebida nas peças em fibra ecológica desfiladas.

Qual sua opinião sobre o assunto e qual marca você acha que ainda falta adotar a medida? Conte para nós no nosso Instagram, vamos adorar saber. E se quer saber mais sobre o mundo da moda, continue acompanhando nosso blog!

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