Lixo têxtil: para onde meu look vai?

Sempre que podemos falamos aqui no Toma sobre a importância de fazermos a nossa parte quando o assunto é sustentabilidade na moda. O intuito é sempre te fazer refletir sobre nosso papel nesse cenário, de forma a adotarmos algumas medidas para proteger o meio ambiente.

Mas hoje o assunto vai um pouco mais além, queremos te mostrar para onde vai todo o lixo têxtil que não é reaproveitado. Admitimos que só escrever esse conteúdo foi difícil, porque são toneladas de resíduos descartados diariamente em nossa natureza. Porém, é possível ser um agente de transformação e contribuir para um mercado mais sustentável e ético. Vem com a gente!

Recordando… fast fashion e o grande problema da moda

Antes de entrarmos no assunto em questão, de onde a roupa que você não usa mais vai parar, é importante lembrarmos como chegamos à situação atual de “colapso”.

Neste texto que escrevemos no final do ano passado, mostramos uma pesquisa que afirma que nós não usamos cerca de 70% (isso mesmo) do nosso guarda-roupa. E, como se isso já não fosse preocupante o bastante, outra pesquisa apontada classifica o Brasil como um dos maiores produtores de lixo têxtil do mundo!

Dito isso, te convidamos a pensar onde vai parar toda a roupa que não usamos mais, os retalhos e tecidos descartados pelas grandes manufaturas e também os que já não têm mais serventia. É exatamente sobre isso que falaremos a seguir.

Destino final: lixões a céu aberto

É para os lixões que encaminham os restos de roupas ao redor do mundo. Alguns são menos conhecidos por nós, já outros, apresentam um problema ambiental tão grande em decorrência dos resíduos têxteis, que já fazem parte do “relevo” da região.

O litoral de Gana, na África, e o Deserto do Atacama, no Chile, com certeza estão entre os maiores aterros sanitários que contém itens de moda. Segundo reportagem exibida do Fantástico, são quinze milhões de restos de tecido e peças de roupa que chegam semanalmente na capital de Gana, Acra.

As roupas deste aterro na África que vêm, principalmente, da Europa, Ásia e Oriente Médio, são divididas em fardos para serem vendidos de acordo com a qualidade de conservação de cada uma. Mas a grande maioria não é negociada e, portanto, acaba nos lixões.

Só no Deserto do Atacama, a região de descarte de roupas, já se estende por 1.600 quilômetros e fica a leste dos Andes, no Chile. A título de conhecimento, as malhas de algodão, levam cerca de 20 anos para se decomporem, em contrapartida, os materiais sintéticos podem demorar até quatro séculos. É muito tempo, né?

Lixo têxtil no Brasil e como podemos colaborar para a cadeia produtiva

Só no nosso país, são produzidas 9 bilhões de novas roupas por ano, segundo o relatório Fios da Moda, do Instituto Modefica e FGV. Se dividirmos esse número, teríamos um total de 42 novas peças para cada brasileiro todos os anos.

Para alguns, esse último número pode não soar tão expressivo. Por isso decidimos te fazer pensar em duas coisas: é praticamente um peça de roupa diferente para cada final de semana do ano (o total são 52) e looks novos também não substituem, necessariamente, o lugar dos que você já tem.

Portanto, para comportar todas essas novas peças que são produzidas anualmente, você (e todo o resto do mundo) precisaria de muito espaço extra no guarda-roupa. Mas a verdade é que estamos sempre querendo renovar os nossos looks, então o que fazemos com as peças que não usaremos mais?

Nem todos os coletores e grupos de reciclagem do mundo conseguiriam dar conta (como já não dão) de reaproveitar ou fazer a destinação correta para as milhares de toneladas de resíduos têxteis descartados diariamente. Mas, com certeza, se cada um de nós consumissemos de forma mais responsável e com propósito, estaríamos, hoje, em outro cenário.

Por isso, contribuir com o meio ambiente é algo que devemos fazer propositalmente, de modo responsável e ativo. Neste texto damos várias dicas de como renovar o seu guarda-roupa e ainda contribuir com o meio ambiente e a cadeia produtiva com base no modelo que acreditamos dentro do Toma, o second hand.

O propósito da nossa marca sempre foi e será o de incentivar uma moda afetiva, circular e responsável. Dessa forma, conseguimos nos vestir bem e, ainda assim, colaborar para a não agressão e a renovação do meio ambiente.Vem com a gente fazer parte deste movimento e salvar nosso planeta. Para vender ou doar suas peças, clique aqui. Mas se você quiser comprar roupas cheias de histórias e, ao mesmo tempo, ser sustentável, aqui!

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