Já ouviu falar na Metaverse Fashion Week?

A ascensão do metaverso é real: no final de março aconteceu a primeira Metaverse Fashion Week! Sim, 2022 foi o ano em que os grandes nomes da moda levaram suas coleções para o metaverso, com possibilidade de compra e tudo.

A plataforma pioneira dos usuários do metaverso, Decentraland, reuniu cerca de 108 mil pessoas para o evento. Para que tudo acontecesse, foram selecionadas algumas “terras” – espaços virtuais – para se construir lojas e pavilhões para as 60 marcas, artistas e designers participantes exporem e desfilarem suas coleções. Entre os nomes que aderiram à ideia estão Paco Rabanne, Etro, Tommy Hilfiger, Dundas, Cavalli, Nicholas Kirkwood, Dolce & Gabanna e Elie Saab.

Cada marca escolheu a forma de mostrar seus produtos na Fashion Week. Por exemplo, enquanto a Elie Saab organizou seu espaço como um museu para exibir a coleção de verão de 2022, a Dolce & Gabbana realizou um desfile de 20 looks mais “fantasiosos” e conceituais para serem leiloados como NFTs (tokens não fungíveis).

No entanto, não é a primeira vez que a D&G investe no metaverso. Na primeira vez, a marca leiloou uma coleção de roupas exclusivamente para o on-line (wearables), em agosto de 2021. O feito gerou uma arrecadação de, aproximadamente, 6 milhões de dólares.

Wearable Dolce & Gabbana, agosto de 2021.

Foram quatro dias de apresentações, sendo que a maioria eram abertas para serem assistidas virtualmente pelo público de forma livre. Além dos desfiles, o evento contou com showrooms, música ao vivo, after parties e lojas para comprar as roupas desfiladas digitalmente, usando cripto-carteiras.

Do metaverso para a vida real

Nem todos os looks apresentados eram NFTs. Algumas peças desfiladas poderiam ser revendidas digitalmente para usuários on-line ou trocadas por versões físicas do item. Um exemplo foi a escolha da Tommy Hilfinger que, em parceria com a empresa de tecnologia Boson Protocol, apresentou uma jaqueta bomber, um conjunto de moletom e uma camisa xadrez com ambas as opções de compra.

O meio desenvolvido para a venda, foi o uso de um QR Code que, ao escaneado, era possível que o comprador visualizasse uma prévia do item físico em suas casas. Os compradores das roupas digitais também receberam um certificado de propriedade que o permite vender tal peça, o que gera uma possibilidade de receber um lucro significativo.

Toda essa história é muito nova mas, com certeza, é algo que crescerá nos próximos anos. No entanto, mesmo quando falamos de uma Fashion Week, temos que ter em mente que levar os desfiles para o metaverso não é uma tentativa de réplica da experiência física.

O diretor da consultoria de comunicação de luxo Al Dente, que trabalhou no passado com a LVMH e a Versace, fala um pouco sobre o assunto à Vogue Business: “É definitivamente uma oportunidade maravilhosa para expandir o universo das marcas e sua aura cultural com algo nunca visto antes”.Agora queremos saber de você, o que achou dessa novidade? Você compraria uma roupa para usá-la apenas no virtual? Conta tudo para a gente no nosso Instagram, estamos curiosos!

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