A moda ficou mais afetiva? OU Quem costurou a minha roupa?

Falamos e valorizamos muito aqui no Toma, Agora É Seu o compartilhamento de histórias, mas elas começam muito antes das roupas chegarem em nossas mãos. E é aí que logo de cara respondemos: sim, a moda está ficando mais afetiva. Resolvemos, então, explicar o porquê disso tudo no conteúdo de hoje.

As histórias compartilhadas que tanto amamos começam antes mesmo da peça chegar até nossas mãos. Elas se iniciam quando a roupa está sendo fabricada, até porque, ela não surge sozinha. Mas então quem costura cada item que vestimos?

É exatamente essa pergunta que passou a ser feita e mudou todo o nosso comportamento de consumo! Passamos a nos importar e querer saber quem é a costureira que dedicou horas de trabalho para construir cada um de nossos looks e como ela trabalha.

Não é preciso voltar muitos anos para se lembrar que até pouco tempo ninguém se importava em saber quem costurava as roupas do nosso armário. Hoje, este é um movimento que está crescendo junto à discussão acerca da sustentabilidade. Ambos têm caminhado juntos.

À medida em que passamos a nos preocupar com o uso (e reuso) e o descarte correto de cada roupa, abrimos nosso olhar e atenção para outros pontos igualmente importantes. Entre eles, nos pegamos pensando em quem é, ou quem são, todas as pessoas responsáveis para que tenhamos tal peça em mãos.

Essa pessoa trabalha sob quais condições? É um trabalho bem remunerado e com equipamento adequado para suas funções? De quantas horas é sua jornada de trabalho? Os colaboradores têm suas necessidades básicas atendidas?

Parecem perguntas bobas de serem feitas em pleno século XXI, mesmo depois de anos em que a escravidão foi abolida. Mas a realidade é que nem sempre o mundo da moda é glamouroso, principalmente quando pensamos em fast fashions.

Fast fashion x condições de trabalho

O conceito de fast fashion surgiu na década de 1990, com o barateamento da mão de obra e da matéria-prima têxtil. No entanto, mesmo muito recente, conseguimos ver seus impactos em grande escala.

Além de todo o problema ambiental ocasionado pelo uso de materiais insolúveis, derivados de combustíveis fósseis e o descarte inadequado das peças, outras consequências são notadas. Por exemplo, a mão de obra precarizada ou escrava.

Tais situações acontecem pela combinação de intenção das fast fashions em entregar novas coleções com rapidez e a todo instante, mas sem precisarem fazer grandes investimentos. Por isso, as marcas costumam terceirizar sua produção em países em desenvolvimento, já que possuem mão de obra barata e matéria-prima de baixa qualidade. 

Isso não para por aí. A exploração é muito maior do que conseguimos imaginar. É só pensarmos em algumas das várias marcas (principalmente as maiores) que já foram flagradas com contratações ilegais ou jornadas e condições de trabalho desumanas.

Quem fala sobre o assunto é Joana Contino, professora dos cursos de Design da Universidade Estácio de Sá e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), no Rio de Janeiro. Segundo ela, são geralmente nestes espaços terceirizados, que as pessoas trabalham incessantemente para cumprir as metas de produção, em uma infraestrutura precária e recebendo salários inferiores a R$1 por dia.

A mudança do comportamento de consumo

Com a crescente discussão acerca da sustentabilidade, de forma geral, aos poucos, o modo como vemos este mercado vem mudando. Com isso, surgiu (e vem crescendo) um movimento de boicote às marcas de fast fashion em forma de protesto.

Consequentemente, com a mudança do comportamento de consumo, passou a existir uma valorização do slow fashion, do trabalho manual e, claro, de conhecer o nome e a história da pessoa que criou cada roupa que temos em nosso armário.

Descobrir quem é a costureira, modelista – e tantas outras funções – por trás daquela blusinha que tanto amamos transformou a moda, também, em mais afetiva. Isso porque pessoas se conectam por pessoas e são, instintivamente atraídas por emoções e pelas histórias de cada um.

É por isso, e seguindo esse ritmo de mercado e do consumo, que novas iniciativas sustentáveis e humanas vêm surgindo. Essa é a forma que muitas pessoas e marcas têm encontrado para fazer sua parte no mundo da moda, sem deixar o estilo de lado.

Compartilhar histórias é o que nos move no Toma, Agora É Seu, pois acreditamos que uma peça de roupa carrega em si os momentos que viveu. Muitos chamam de energia e outros de experiência, mas o que importa mesmo, para nós, é podermos compartilhar cada uma delas.No nosso site, temos uma área exclusiva para você conhecer as histórias de cada mulher que vive e soma com a gente e acredita no nosso propósito. Para conhecer, é só clicar em “vitrine” e escolher a que mais se parece com você.

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